12 de jun. de 2011

Hachi

Hachi-ko


Sua Vida e História


Hachi-ko ou Hachiko (pronuncia-se HA-chi-ko) nasceu em Novembro de 1923 em Odate, na provincia de Akita, no Japão. 

No ano seguinte o professor Ueno trouxe ele para Tokyo.

Hachi-ko seguia o professor Ueno a todos os lugares. Ele acompanhava Ueno à estação de trem de Shibuya toda manhã e então retornava e esperava por ele toda tarde.

Mas um dia, em Maio de 1925, o professor Ueno não voltou. Ele sofreu um ataque fulminante enquanto trabalhava. Então a Senhora Ueno deu Hachiko a alguns parentes do professor, mas ele escapava constantemente, aparecendo com frequência na sua antiga casa.

Depois de um certo tempo, aparentemente Hachi-ko se deu conta de que o professor Ueno não morava mais ali. Então tornou a procurar na estação de trem onde o encontrara por diversas vezes antes. Dia após dia ele esperava pelo retorno do seu amigo e mestre entre os apressados passageiros.

A figura permanente do cão à espera de seu dono atraiu a atenção de alguns transeuntes. Muitos deles, frequentadores da estação de Shibuya, já haviam visto Hachiko e Professor Ueno indo e vindo diariamente no passado. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu mestre, ficaram tocados e passaram então a trazer pestiscos e comida para alivar sua vigília.

Por aproximadamente 10 anos contínuos o devotado Hachi-ko retornava a estação de trem de Shibuya, mais precisamente no horário do desembarque do trem em que Ueno chegava, na esperança de encontrar seu mestre. 

Hachi-ko fez isto até a sua morte em 8 de Março de 1935.



Memória e Reconhecimento


Naquele mesmo ano, um dos fiéis alunos de Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde aprendeu a história da vida de Hachiko. 

Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita, e logo após seu encontro com Hachiko, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época haviam apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachiko da estação de Shibuya.

O antigo aluno do Professor Ueno retornou frequentemente para visitar o cachorro e durante muitos anos publicou diversos artigos sobre a marcante lealdade de Hachiko. 

Em 1932 um desses artigos, publicado num dos maiores jornais de Tóquio, colocou o cachorro em evidência. Hachiko se tornou sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachiko como exemplo para educar crianças. 

Um reconhecido artista japonês esculpiu a estátua do cachorro, e pelo país a fora a fama se espalhou e a raça Akita cresceu.

Todo ano em 8 de abril ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio. São centenas de amantes de cães que se reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko, fiel companheiro do Dr. Eisaburo Ueno, um professor da Universidade de Tóquio.

Restos Mortais de Hachi-ko


Os restos mortais de Hachi-Ko encontram-se sob a guarda do Museu Nacional da Ciencia do Japão em Ueno

Lá pode ser observado corpo empalhado de Hachi-ko (foto abaixo).

Fotos Históricas


Aqui reunimos algumas imagens históricas relacionadas Hachi-Ko.

1 - Imagem de Hachi-ko e de sua estátua lado a lado para comparação.


2 - Estátuas de Hachiko 

 


3 - Esculturas em homenagem a Hachiko 


4 - Hachiko esperando por seu mestre 


5 - Foto histórica da estátua de Hachiko e de seu corpo no Museu. 

 

Fonte: http://www.dogutti.pl

6 - Imagem de Hachiko na estação de Shibuya. 


Livros


Aqui colocamos alguns livros sobre a história do leal cão Hachi-ko





Filmes


Veja alguns cartazes de filmes sobre Hachiko. Entre eles o cartaz do filme de Hachiko com Richard Gere, "Sempre ao Seu Lado" e o cartaz do filme original que conta a história de "Hachiko Monogatari".






Fonte: Canil Yaruzo

O Cão mais leal do mundo


“Nos encontramos no Hachiko” talvez seja a frase mais comum entre amigos que marcam um ponto de encontro em Shibuya, bairro jovem, de lojas e bares de Tóquio. Pelo menos entre estrangeiros, a segunda mais comum talvez seja “O que é Hachiko?”.
Desde que cheguei na terra do sol nascente tenho me fascinado com estátuas antigas de samurais, ora trajados em imponentes armaduras, ora montados em elegantes cavalos. Todas elas com gloriosas histórias, como se espera de alguém que foi imortalizado num objeto de arte. Porém, imaginem minha surpresa ao constatar que a Hachiko que não é nada mais, nada menos do que a estátua de um cachorro.
Estátua de Hachiko
Muitos japoneses admiram a estátua, que é um dos pontos turísticos da cidade. É comum ver jovens estudantes e turistas posando para fotos com Hachiko.
Confesso que a primeira vez que cheguei ao famoso ponto de encontro, nem percebi que havia uma estátua ali, tamanha a concentração de gente. Haviam tantas pessoas que não dava nem para andar! Fiquei a imaginar por que marcar num ponto de encontro onde todo mundo marca. Não seria mais fácil combinar onde não tem ninguém? E também não entendi o motivo de ter de ser essa estátua do cachorro, sendo que há um monte de outras mais legais na região. Talvez  por ser kawai? (fofinho, os japas adoram). Depois de conhecer a história do cachorro, porém, entendi por que não existe lugar melhor para se encontrar alguém do que junto ao Hachiko.
Hachiko (lê-se ra, como em rato - ti - co) é o nome de um cachorro da raça Akita, típica do Japão, e que pertenceu a Hidesaburō Ueno, um professor da Universidade de Tóquio que se mudou para o bairro de Shibuya em 1924. Hachiko era muito querido pelo Professor Ueno e demonstrava seu afeto acompanhando todos os dias seu mestre até a estação de trem. No final da tarde, quando o professor retornava da universidade, Hachiko voltava e o esperava em frente a estação. Os dois então voltavam juntos para casa.

A rotina continuou naturalmente até maio do ano seguinte, 1925, quando Professou Ueno sofreu um ataque na universidade e faleceu subitamente. Não é difícil imaginar seu fiel cão, Hachiko, esperando seu retorno por horas em vão naquele trágico dia. Ele tinha 18 meses nessa época.
Depois da morte de seu dono, Hachiko foi confiado as outras famílias, amigos e parentes de Ueno. Aflito, ele frequentemente fugia à procura de seu dono.  Ao perceber que o professor já não estava mais na casa onde morava, Hachiko resolveu esperar em seu antigo ponto de encontro: em frente à estação de trem de Shibuya. E foi como a lenda começou.
Hachiko voltava pontualmente no mesmo horário que parava o trem que outrora trazia seu dono. Sentava-se à frente da saída e esperava seu dono surgir entre as centenas de pessoas que saíam dos vagões. Os dias foram passando, viraram semanas, meses e anos. Alguns passageiros que já conheciam a cachorro por tê-lo visto em companhia de seu dono foram tocados pela devoção de Hachiko e passaram a trazer alimento para consolar a espera que nunca teria fim.
E assim foi por 10 anos, até 8 de março de 1935, quando Hachiko finalmente não apareceu para esperar seu mestre, já que o havia encontrado no além-vida.
A história tocou o coração dos japoneses e Hachiko virou símbolo de lealdade, sendo usado como modelo para educar crianças em escolas. Graças a essa fábula verídica, os cães de sua raça, Akita, viraram febre no Japão e foram salvos de uma quase extinção. Um famoso escultor japonês ergueu o momumento em memória a tocante história de amor entre um cachorro e seu dono e a estátua de bronze é hoje um dos mais importantes pontos de encontro de Tóquio.
É uma história fascinante e que me inspirou a escrever um artigo na Wikipedia, que traduzi do inglês e que recomendo para quem quiser mais detalhes. Além disso encontrei um vídeo que resume toda a história numa riqueza imensa de detalhes. Vale a pena assistir (deixe os lenços de papel por perto)!
Já fazia tempo que queria postar essa história. Pelo menos antes da adaptação americana de Richard Gere. Até aprecio a consideração que Holywood teve pela história do cachorrinho, que já tem mais de 70 anos. Prefiro não pensar que fizeram só por causa da crise de roteiros originais e esperar que eles não estraguem tudo. Eu realmente sou apaixonado por essa história e acho que tem mesmo que espalhar para o mundo todo.
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Curiosidades: A estátua original foi derretida para abastecer as fábricas balísticas durante a Segunda Guerra Mundial, a atual foi refeita a partir do molde da antiga. Os restos mortais de Hachiko foram empalhados e podem ser vistos no Museu de História Natural em Ueno. Porém, sua carne foi cremada e enterrada junto com seu querido mestre e jaz no requintado Cemitério de Aoyama.




Fonte: Blog - A viagem de Shibues

7 de jun. de 2011

7 de junho: Dia da Liberdade de Imprensa

A ditadura militar no Brasil durou 21 anos. Neste período, os veículos de comunicação passaram pela vigilância acirrada da censura. A liberdade de imprensa era praticamente inexistente. Jornalistas foram presos, muitos torturados e até mortos pelos militares. Talvez por isso mesmo o Dia da Liberdade de Imprensa, que no Brasil é comemorado em 7 de junho, não pode ser esquecido.A liberdade de imprensa é um bem da sociedade, conquistado com muito esforço e à custa de muitas vidas. Hoje em dia ainda há quem discorde que ela exista de fato, pois infelizmente a censura ainda persiste disfarçada de vários modos: seja defendendo os interesses dos próprios veículos de comunicação, seja por ideologias políticas. Apesar das controvérsias, é inegável que a defesa da liberdade de imprensa contribui muito para o fortalecimento das instituições democráticas no Brasil. Esse é um trabalho incessante em favor da própria sociedade que, por ter o direito à informação, tem o dever de também lutar pela imprensa livre e ajudar a combater a impunidade de crimes praticados contra os profissionais e veículos de comunicação.
Um pouco de História
Muito antes do regime militar, a imprensa no Brasil sofreu com a repressão e o cerceamento das informações. Nos tempos da monarquia, a impressão de qualquer tipo de material era proibida no Brasil. Os livros também eram proibidos e quem os possuísse era considerado criminoso.  Só em 1808, a proibição terminou. Mesmo assim a imprensa ainda não era livre no país. O primeiro jornal do Brasil, “A Gazeta do Rio de Janeiro", já passava por censura prévia.Atualmente, existem associações que lutam pela liberdade de expressão e de imprensa. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) são alguns exemplos. Elas são responsáveis por ações pela liberdade de imprensa e por denúncias de ameaças ao direito de informação.
Momento de refletir
No resto do mundo, o Dia da Liberdade de Imprensa é comemorado em 3 de maio. A data sempre é aproveitada pelos órgãos de comunicação para chamar a atenção sobre as dezenas de jornalistas que são assassinados por ano, no exercício da profissão. Uma demonstração clara de que a repressão à informação existe ainda nos dias de hoje. Portanto, o Dia da Liberdade de Imprensa é muito mais do que outra simples data comemorativa. É um momento de refletir sobre a importância desse direito e também de tentar encontrar formas de combater essa repressão disfarçada, que nega aos jornalistas e ao povo o sagrado direito à informação.

Fonte: Nildo Freitas

Inflação

Índice de preços do IBGE aponta desaceleração na inflação.

Todos os brasileiros estão interessados nos preços dos produtos. A boa notícia é que a inflação desacelerou um pouco. Os preços continuaram aumentando em maio, mas subiram menos do que em abril. Mas por que o consumidor, a dona de casa que vai ao supermercado, acha que a inflação está sempre aumentando muito?
O supermercado anuncia a oferta, mas o consumidor já percebeu que houve aumento nos preços. A taxa do índice de preços divulgada nesta terça-feira (07) pelo IBGE apontou uma desaceleração na inflação. No geral, os preços não caíram, mas houve uma alta menor.
O que contribuiu para essa pisada no freio foi o setor de transporte. O preço do combustível, que estava puxando a inflação para cima, caiu. Mesmo assim, com a desaceleração, a inflação acumulada dos últimos 12 meses está em 6,55%.
“Um quarto da inflação desse ano é atribuída ao transporte. Se somar com o grupo de alimentos, a gente chega a explicar 50% da taxa”, diz Eulina Nunes Dos Santos, coordenação IBGE.
Quem vai as compras toda semana sente mais. Comer está mais caro, principalmente frutas, verduras e hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima.
O Jornal Hoje foi a um supermercado no final de abril. Nesta terça-feira (07) voltou ao lugar para fazer uma comparação. Foi registrada uma grande variação. O preço da banana nanica , por exemplo, subiu nas últimas seis semanas. Ela ficou R$ 0,05 mais cara.
Outros alimentos tiveram uma alta maior. O preço do tomate foi campeão. No dia 28 de abril era vendido a R$ 2,58 o quilo. Agora, está em R$ 3,97. Nas prateleiras do supermercado é possível constatar outros aumentos. O pacote de cinco quilos de arroz custava R$ 9,70. Agora, custa R$ 10,10. O açúcar era R$ 1,95. Hoje, custa R$ 2,10.
“Tudo indica que daqui para diante teremos uma situação mais tranquila em termos de evolução dos preços. O único fator ainda preocupante é a possibilidade de um inverno mais rigoroso que pode afetar preços”, avisa Heron do Carmo, professor da Faculdade de Economia da USP.

Fonte: JH

Substituição de refeição por composto pode prejudicar saúde

A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, divulgou nesta terça-feira (7) um alerta a respeito do produto que ficou muito conhecido no Brasil como "ração humana". A substituição de uma refeição pelo composto pode causar danos à saúde porque ele não tem todos os nutrientes necessários para uma alimentação adequada.
A Anvisa proibiu o uso do nome ração humana porque diz que isso induz o consumidor ao erro. O produto pode continuar a ser vendido como um complemento à alimentação, mas há benefícios e a melhor forma de consumir o composto. Cereais e farelos ricos em fibras e nutrientes ajudam o bom funcionamento do organismo. “Ajuda a regular o intestino e protege contra o câncer de cólon”, explica Salete Brito, nutricionista da Unicamp.
Os ingredientes do composto auxiliam no controle do açúcar no sangue e do colesterol. A recomendação é consumir de duas a quatro colheres de sopa por dia. Mas para conseguir os resultados, só pode ser usado como complemento. Jamais substituir uma refeição.
“Com o tempo pode causar uma desnutrição. Além disso, há uma diminuição da quantidade de calorias e o organismo fica ensinado a trabalhar mais lentamente”, esclarece a nutricionista.
Os nutricionistas fazem um alerta: as pessoas que decidem usar o composto como suplemento alimentar devem beber muita água. São no mínimo dois litros por dia. As fibras sem o líquido têm efeito contrário e deixam o intestino preso.
Fonte: JH

Projeto pode facilitar aposentadoria de donas de casa de baixa renda

Está no Congresso um projeto que pode facilitar a aposentadoria das donas de casa de baixa renda. Se esse projeto for aprovado, as donas de casa que completarem 60 anos até 2014 podem conseguir o benefício com menos tempo de contribuição.
Toda dona de casa de baixa renda tem o direito de se aposentar. O difícil é conseguir receber. A dona de casa Francisca Rosa de Lima guarda os carnês que pagou ao INSS. Foram cinco anos de contribuição. Ela Já tentou várias vezes, mas não conseguiu.
“Eu gostaria muito de me aposentar e ter algum benefício. Mesmo que seja um salário mínimo, eu gostaria de ter”, diz Francisca.
O problema é, que pela regra atual, para se aposentar a dona de casa precisa ter 60 anos e, no mínimo, quinze anos ou 180 meses de contribuição. O benefício de um salário-mínimo, que vale hoje R$ 545, ajudaria bastante no orçamento da família de dona Francisca, que gasta muito com remédios. “Tem um que custa cerca de R$ 60 e até R$ 50”, enumera.
Um projeto no Senado quer facilitar a aposentadoria para essas mulheres. Ele só valeria para donas de casa de baixa renda. O benefício é um salário mínimo. Quem completar 60 anos entre 2011 e 2014 poderia se aposentar com apenas 24 meses de contribuição ao INSS. A partir de 2015, o número de meses de contribuição aumentaria gradualmente, até voltar a 180 meses, em 2027.
A presidente da Associação das Donas de Casa de Brasília Sueli Bezerra da Silva diz que só assim esse trabalho vai ser reconhecido. “A dona de casa é uma administradora. Ela lava, cuida da casa e cuida dos filhos. Ela tem que ter esse reconhecimento. A maioria não consegue se aposentar”, lamenta.
O projeto já passou pelo Senado e agora foi encaminhado para a Câmara dos Deputados. A senadora Gleisi Hoffmann, do PT/PR, que elaborou o projeto, e José Matias Pereira, professor de Finanças Públicas/UnB, deram suas opiniões sobre o assunto.
Fonte: JH

'O dia virou noite', diz brasileira em região afetada por erupção de vulcão

Em uma viagem ao redor do mundo há quase um ano e meio, o casal de brasileiros Danusa Campos, 32, e Fernando Oliveira, 36, estava a 40 quilômetros do vulcão Puyehue, no último sábado, quando começou a erupção que cobriu de cinzas a região da Patagônia e, nesta terça (7), provocou o fechamento dos aeroportos em Buenos Aires.

cinzas  (Foto: Danusa Campos/VC no G1)Cinzas cobrem as ruas
(Foto: Danusa Campos/VC no G1)
“Chegamos no sábado de manhã em Villa la Angostura [na Argentina] e sentimos a cama tremendo. Falamos com o pessoal do hotel e eles disseram que o vulcão, que fica a 40 km, tinha entrado em erupção. À tarde, tiramos fotos do lago próximo e começaram a cair umas pedrinhas. Voltamos pro hotel e na manhã seguinte já estava tudo coberto: piscina, telhado, o lago completamente soterrado. Parecia cenário de neve”, conta Danusa.
De carro, o casal percorreu cerca de 100 km ao norte até a cidade de San Martín de los Andes e, no dia seguinte, mais 30 km até Neuquén, onde chegou na tarde desta segunda.
Pelo caminho, eles foram seguidos pela nuvem de fumaça e cinzas do vulcão que fez o governo decretar estado de emergência na região e escolas suspenderem aulas.
“Ontem foi o caos. Às 13h, estava como se realmente fosse noite. Todo mundo dirigindo a 30 km/h, e não se enxergava nada. Havia alguns comboios com pisca-alerta ligado, para se proteger [de eventuais acidentes]. Estávamos como se fosse no epicentro da nuvem”, conta a brasileira.
Em Neuquén, segundo Danusa, a situação era melhor nesta terça. “Ainda dá para ver o céu, mas o ar está bem carregado”, diz. O casal deve deixar a cidade de ônibus na noite desta terça em direção a Buenos Aires, onde continuará a viagem de volta ao Rio de carro.
Piscina de hotel coberta por cinzas (Foto: Danusa Campos / VC no G1)Piscina de hotel coberta por cinzas (Foto: Danusa Campos / VC no G1)
A experiência com a erupção do vulcão não foi o primeiro susto que a advogada e o engenheiro cariocas tiveram durante a viagem, que já dura 501 dias e percorreu 47 países, a maior parte de carro. Os dois mantém um diário de bordo com fotos e relatos de cada lugar visitado no site www.worldexperience.com.br.
“Estávamos sempre à frente ou atrás de alguma tragédia”, conta Danusa. “Em fevereiro do ano passado, passamos pelo Chile uma semana antes do terremoto. No Equador, tinhamos acabado de passar pela região de Los Baños quando também aconteceu um tremor. Na Guatemala, fomos ao topo de um vulcão, vimos a lava de perto e, uma semana depois, tivemos notícia de que tinha entrado em erupção.”

O casal, ela conta, também esteve na Nova Zelândia até um dia antes do terremoto que sacodiu Christchurch e enfrentou um alerta de tsunami na Indonésia, mais tarde suspenso, pelo tremor que devastou a costa do Japão, em 11 de março.

Em Buenos Aires, eles devem esperar pelo carro em que fizeram a maior parte de carro, que está sendo transportado em uma embarcação vinda da África, para seguir para a última etapa da viagem. O retorno ao Rio está previsto para o início de julho.

Fonte: G1
 

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